Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Superinteressante

Superinteressante

Superfetiche

Superinteressante edição 245
Edição anteriornov 2007 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

Pele de Cor

Quero ficar no teu corpo

Os 5 mil anos da tatuagem

Texto Tarso Araújo

Os índios maoris, da Nova Zelândia, mantêm uma tradição milenar de pintar o corpo de maneira que a tinta nunca saia. Para isso, enfiam a tinta debaixo da pele, usando como pincel uma madeira cheia de agulhas que é martelada contra o corpo. O procedimento provoca uma dor imensa e um barulho de martelada (“Tá, tá, tau...”), e por isso foi chamado de tataw. No século 18, quando o capitão James Cook passou por lá, levou a técnica para os ingleses, que acabaram adaptando o nome para tattoo.

Cheio de curiosidades como essa, o livro Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo explica o significado dos adornos desde o primeiro corpo tatuado que se conhece – uma múmia de 5 200 anos encontrada no gelo de Ötzi, nos Alpes, com cerca de 50 ta­ttoos. O homem de Ötzi deve ter usado agulhas como as dos maoris ou penas e espinhas de peixe, preferidas por índios do Brasil. Em 1891, quando surgiu a maquininha elétrica, a tatuagem deixou de exigir tanto sacrifício. Sem tanta dor, não demorou para conquistar marinheiros, circos e virar símbolo de rebeldia nos dias de hoje.

Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo

Leusa Araujo Cosac & Naify 88 págs., R$ 49

 

Capa de Super 265 Leia a Super 265
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2009] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.