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Superinteressante edição 243
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Futuro do pretérito

Texto Pedro Burgos

Imaginar o futuro é divertido. Mais divertido ainda é rever as bobagens ditas, escritas e desenhadas em nome de pretensas profecias. Conheça algumas das previsões mais engraçadas feitas no século passado para o mundo de hoje

Trem-bomba

Enquanto não se conseguia imaginar coisa melhor para o futuro, as pessoas aumentavam o que já conheciam. O transporte de pessoas era um tema recorrente, e acreditava-se que no século 21 haveria navios voadores e dirigíveis gigantescos. O supertrem, concebido em 1944, usaria um monotrilho, idéia que virou realidade em alguns países.

Falta espaço?

Em 1895, quando os primeiros prédios muito altos eram erguidos em Nova York, o artista Grant Hamilton imaginou que a vida inteira poderia ser resolvida sem sair de uma cidade-prédio, como esta. Hamilton não foi muito criativo no quesito transporte: no chão, corre um bonde; entre os andares, uma maria-fumaça.

Usina sexy

Pouco antes da explosão da primeira bomba atômica, falava-se muito em usinas nucleares. Mas ninguém sabia muito bem como seria uma. O artista Howard Duffin desenhou esta capa para uma revista científica de 1939 – um chute sem base na realidade – que fez sucesso entre a molecada que lia esse tipo de publicação, pois os reatores pareciam dois pares de seios.

Liga pra mim

O desenho abaixo, de 1948, é um dos poucos que dão bola dentro. Repare que o homem, dentro de seu carro de linhas modernas, fala em um gancho de telefone que não está conectado a coisa alguma – ou seja, é um celular. O quadro é menos lisonjeiro com as mulheres, a quem dedica um futuro de prendas domésticas no banco traseiro do possante.

As avós da Super

As revistas de divulgação científica eram os veículos perfeitos para as ilustrações futuristas. A Popular Science publicou, em 1938, uma capa com um foguete interplanetário de passageiros (abaixo). À esquerda, um exemplar de 1918 da Electrical Experimenter (“Experimentador Elétrico”) estampa um veículo fantástico: um bondinho ao estilo daquele do Pão-de-Açúcar, porém com duas hélices traseiras.

Telhado de vidro

Na eufórica década de 1950 as previsões eram de um século 21 riquíssimo. Imaginava-se que cidades planejadas – algumas com redoma (abaixo) ou até no fundo do mar (à direita) – seriam tendência (Brasília foi criada nessa época). Com a falta de terrenos na cidade, especulou-se a construção de aeroportos flutuantes (acima).

Out of Time – Designs for the Twentieth-Century Future

Norman Brostermanm, Harry N. Abrams, EUA, 2000.

Blog Paleofuture

paleo-future.blogspot.com

 

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