
Quando fui convidado pelo então Diretor de Redação, Adriano Silva, para trabalhar na Super, senti como se tivesse recebido um convite para jogar futebol no time que eu torço (que eu não posso revelar sob risco de os palmeirenses pararem de comprar a revista). Eu lia a Super desde a edição número 1 e me permiti imaginar que trabalhar aqui era a realização de um sonho de criança – na verdade, quando pequeno eu sonhava em ser jogador de futebol, a paixão pelo jornalismo é coisa mais recente. De tão feliz com o convite, eu nem sonhava que as coisas ainda podiam melhorar. Que um dia eu estaria escolhendo as capas da revista, que eu assinaria este espaço. E que tudo isso começaria exatamente na edição de aniversário de 20 anos. Uau!
E que medo. Se for verdade o que andam falando por aí (e por aí eu me refiro à pág. 35 desta edição), assumo a revista em um momento delicado do jornalismo. O momento em que a internet e sua enorme oferta de informações coloca em xeque a sobrevivência da indústria de... informações. Pode até ser verdade. Mas eis o motivo pelo qual eu acredito que esse assunto não diz respeito à Super: esta é uma revista inteligente feita para leitores inteligentes. Eu sei (porque as pesquisas me contaram) que você usa a internet para se informar e tem intimidade com novas tecnologias – poucas revistas no Brasil têm leitores tão conectados quanto os nossos. E, mesmo assim, você continua lendo a Super. O que me faz concluir: quanto mais você se informa, mais você quer ler a Super. Porque nossa missão é explicar o mundo. E nunca antes na história desse mundo nós entramos em contato com tantos assuntos que precisam ser explicados.
Meu otimismo tem outros motivos. Primeiro deles: estou cercado por uma equipe talentosíssima, tão apaixonada pela Super quanto eu. E isso dá para perceber em cada matéria que publicamos. Veja o caso do design. Para comemorar os 20 anos da revista, pedimos que o time de arte nos desenhasse uma roupa nova. O resultado você já começou a ver. Nas próximas páginas, vai por mim, ele ficará ainda melhor. O estilista-chefe foi o designer Fabrício Miranda – outro dos nossos, fã da Super desde criancinha. Meu otimismo vem também do que eu contei antes. De eu estar jogando para o time que torço. Não sei você, mas, quando vou ao estádio, adoro saber que o cara vestindo a camisa 10 estava sentado ao meu lado na arquibancada até outro dia – e que ele é capaz de entender o quanto aquilo tudo é importante para mim.
Um grande abraço.