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Superinteressante edição 240
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Outras matérias

Os 8 +

1. Ouça - Os vovôs do ano

Alf Carreta era um inglês de 90 anos que amava os bingos, e não os Rolling Stones. Até que fecharam a casa de apostas mais próxima de sua casa, no norte de Londres. E ele resolveu reclamar na TV. Quando ligou para a BBC, ouviu a pergunta de um produtor: você topa cantar numa banda? Ele e outros 39 coroas disseram sim. Assim nasceu a nova banda mais velha de todos os tempos: The Zimmers (nome do andador usado por idosos). O grupo gravou um clipe com a música My Generation, do The Who, marco da rebeldia dos anos 60 com o famoso verso I hope I die before I get old (“Espero morrer antes de ficar velho”). O clipe dos vovôs foi parar no YouTube (e no site da SUPER), sendo visto por 30 milhões de pessoas em menos de um mês. “Quando começar a turnê por Nova York, Barcelona e Paris, eles vão se sentir os próprios rock stars”, diz Neil Reed, o produtor da banda.

The Zimmers

www.thezimmersonline.com

2. Jogue - O game mais ogro

Os filmes com Shrek são ótimos, mas nos videogames o ogro verdão vinha pisando na bola. Esta versão, inspirada no 3º filme, consegue redimir-se das anteriores. Ela mistura fases de aventura com minigames e puzzles. Dá para jogar com quase todos os personagens, aí incluídos o Gato de Botas, Fiona e até o Burro camarada.

Shrek Terceiro

www.shrekthethirdgame.com

3. Leia - O político do mês

O jornalista indiano Mayank Chhaya conheceu o dalai-lama na década de 1980, num congresso sobre ciência e religião em Bombaim. Desde então, falou com o lama várias vezes – o bastante para escrever sua biografia oficial. Entrevistamos Chhaya para tirar dele alguma coisa não autorizada sobre o líder tibetano.

Super - Como é conviver com o Dalai-Lama?

Chhaya - Parece que sua vida particular é inacessível a qualquer um. Muita gente comete o erro de se considerar amigo do dalai-lama. Ele até encoraja a proximidade, pois não gosta de ser visto como alguém à parte. Mas geralmente essa amizade não é verdadeira. Ele está sempre calmo e sorrindo, mas ninguém o conhece realmente a fundo.

Por que você divide o personagem Dalai-Lama em o homem, o monge, o místico?

Por causa do exílio, ele teve de assumir os 3 papéis. O homem, para mim, é o líder político. Acredito que ele foi extremamente bem-sucedido nessa função. Como monge, sabemos que ele foi escolhido aos 3 anos como a reencarnação de Buda. O aspecto místico é o que fica mais de lado, em função de sua vida no exílio. Ele não tem tempo de pensar nos aspectos mais espirituais de sua vida.

O Dalai-Lama está com 71 anos. Ele espera voltar ao Tibete algum dia?

O desejo dele é voltar. É otimista, apesar do contexto difícil. Os chineses não querem o dalai-lama no Tibete nem para uma visita. Talvez porque, se ele aparecesse por lá, tudo poderia mudar, a população poderia reagir. Os chineses até podem permitir que ele entre no país. Pessoalmente, eu não acho que ele deveria voltar como visitante. Só como líder.

Dalai Lama: o homem, o monge, o místico

Mayank Chhaya, Campus-Elsevier, 266 págs., R$ 45

4. Leia - A viagem mais errada

De um lado do fone de ouvido, o barulho constante de papel rasgado. Do outro, o som de vento atravessando um cano. Música? Não! Droga. O I-Doser, download que bombou na internet este mês, é uma espécie de alucinógeno em mp3. A nova droga é baseada numa descoberta de Heinrich Dove, em 1839, o som binatural. O alemão percebeu que dois sons de ondas parecidas provocariam estados alterados no cérebro. A SUPER testou as amostras grátis e a dose LSD, que custa US$ 4,5. Efeito de 50 minutos de audição: nenhum.

I-Doser

www.i-doser.com.br

5. Veja - A série mais devassa

Imagine uma série só com mulheres bacanas e bem-sucedidas no meio cultural de Los Angeles levando uma vida repleta de sexo, conquistas, sexo, trabalho, desilusões e sexo. E isso tudo entre elas! A história começa quando Jenny, uma aspirante a escritora, se muda para Los Angeles. Lá, conhece as vizinhas Bette e Tina, duas lésbicas que “introduzem” Jenny no grupo de amigas. Diversão para todos os sexos. 

The L Word

1ª temporada, R$ 99,90

6. Veja - A conspiração do mês

O EV1 era um carro elétrico que apareceu na Califórnia em 1996. Fabricado pela GM, ele chegava a 80 km/h. Mas, de repente, o EV1 desapareceu – os donos, entre eles Mel Gibson, tiveram até que devolver o carro à fábrica. Essa é a trama do documentário Quem Matou o Carro Elétrico?, que lista os suspeitos: montadoras, petroleiras, políticos e até mesmo os consumidores.

Quem matou o carro elétrico?

EUA, 2006, R$ 44. Direção: Chris Paine

7. Leia - Os concorrentes do mês

Dois escritores de língua portuguesa do século 19, dois críticos de sua época, dois livros que acabam de entrar na onda dos quadrinhos inspirados em obras literárias. O Alienista, de Machado de Assis, já virou o filme Um Asilo Muito Louco, de Nelson Pereira dos Santos, e peça de teatro do diretor Jorge Laclete. Agora foi adaptado pelos irmãos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. Eles contaram as loucuras do médico Simão Bacamarte tentando manter o máximo do texto de Machado de Assis (afinal, é difícil melhorá-lo). Mas Eça de Queiroz não deixou por menos. O ilustrador Marcatti, comemorando 30 anos de carreira, adaptou A Relíquia, clássico de Eça que conta a história de Raposão, o modelo de malandro português. Como no fim do século 19, os dois lançamentos estão lado a lado nas livrarias.

O Alienista

Machado de Assis, Fábio Moon e Gabriel Sá, Agir, 72 páginas, R$ 39,90

A relíquia

Eça de Queiroz e Marcatti, Conrad, 224 páginas, R$ 32

8. Leia - O trecho mais dramático

"Todas as pessoas que solicitam permissão para sair de Cuba são obrigadas a esperar, algumas vezes por 3 anos, algumas vezes por 5, algumas vezes pelo resto da vida, até que Fidel, finalmente, concorde em deixá-las partir. E, durante esse período, desde o momento em que você solicita a permissão para partir até o momento em que el telegrama chega, você se transforma em um gusano. Um contra-revolucionário que pagará de muitas maneiras sutis, e algumas nem tanto, pela audácia de ter requerido a permissão de saída. [...] Assim que requisitamos a permissão, meu pai foi mandado para onde todos os gusanos são mandados: os campos de trabalho, onde se corta cana-de-açúcar para o bem da Revolução, e, por um longo tempo, nós o víamos somente a cada 45 dias, quando ele recebia uma licença de 5 dias."

Filho da Revolução

Luis Manuel Garcia, Landscape, 240 páginas, R$ 34,90

 

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