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Corrida Maluca

Um taxista dos nossos

Uma corrida de táxi? Não! É uma experiência multimídia

Texto Bruno Garattoni

Se um dia eu virar taxista, quero ser igual ao Jaílson. O motivo? A máquina que ele pilota tem rádio com entrada para iPod e 1 000 músicas na memória. Roda filmes e vídeos do YouTube numa tela sensível ao toque. Tem um identificador de chamadas que mostra a foto de quem está ligando, GPS e dois computadores de bordo, com Bluetooth e wireless. Toda essa parafernália foi montada pelo taxista José Jaílson Pereira. Ele diz que fez tudo pelos clientes. Mas tá na cara que quem mais se diverte com os aparelhinhos é ele.

A viagem high-tech começa quando você chama a corrida. Dono de um site (www.jataxi.com) e de uma comunidade no orkut (tinyurl.com/3aa5uz), Jaílson recebe pedidos via e-mail. Mas não atrapalha a direção? Ele explica por que não: o monitor está fixado (à base de Durepoxi) no painel. Outro detalhe impagável: o GPS é dublado e dá instruções de trânsito (do tipo “cruzamento”, “viaduto”) na voz do próprio Jaílson. E ele, como bom taxista, sempre acha que sabe mais que o aparelho – quando discorda das instruções, solta um “aqui não precisava virar, né?”

Na memória do rádio, de 4 gigabytes, vão as músicas preferidas dos passageiros – para adicionar as suas, basta levá-las em cd, mp3 ou transferir direto do celular, via Bluetooth. Já acomodado, dá para pegar o computador de bordo e navegar na internet. “Tem passageiro que fica o tempo todo no MSN.” Também dá para tirar xerox. “Eu fotografo o documento com a câmera digital e mando por e-mail para o passageiro. Fica perfeito”, conta Jaílson. Você prefere levar seus próprios gadgets? Sem problema: o Jatáxi tem uma tomada de 110 volts que recarrega a bateria de qualquer aparelho.

O supertaxista diz já ter gastado quase R$ 10 000 em gadgets e badulaques para o carro. Mas sempre com um jeitinho brasileiro: ele fixa todos os aparelhos com velcro – como o táxi é alugado, ao trocar de carro Jaílson leva tudo consigo.

 

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