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Superinteressante edição 238
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O Brasil no Pan

Texto Yuri Vasconcelos

Jamais ganhamos uma edição dos jogos. Mas demos uma surra no tio Sam, apertamos a mão de Fidel, saímos sem pagar a conta e estouramos o medidor eletrônico no México. Nossa trajetória no Pan não é lá uma maravilha. Mas pelo menos a gente se divertiu

1951

Buenos Aires - 21 países, 18 esportes e 2 513 atletas.

5º - Medalhas do Brasil - 32 (5 ouros, 15 pratas, 12 bronzes)

Na estréia do Brasil em esportes coletivos, apanhamos de 22 a 1 da Venezuela no beisebol. O pólo aquático, que tinha no elenco João Havelange, que viria a ser presidente da Fifa, perdeu feio da seleção Argentina na final: 7 a 1.

Campeão - Argentina: 150 medalhas (68 ouros, 44 pratas, 38 bronzes)

1955

Cidade do México - 22 países, 17 esportes e 2 583 atletas.

7º - Medalhas do Brasil - 17 (2 ouros, 3 pratas, 12 bronzes)

Pior participação do Brasil em uma edição do Pan. Os ouros foram ganhos por Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão no salto triplo, e pelo boxeador Luis Ignácio.

Campeão - EUA: 177 medalhas (81 ouros, 58 pratas, 38 bronzes)

1959

Chicago - 25 países, 18 esportes e 2 263 atletas.

3º - Medalhas do Brasil - 22 (8 ouros, 8 pratas, 6 bronzes)

O maior fiasco foi o futebol, que havia acabado de ganhar a copa na Suécia. Ficou em segundo e – pior! – viu a Argentina subir pela terceira vez seguida ao lugar mais alto do pódio.

Campeão - EUA: 236 medalhas (115 ouros, 69 pratas, 52 bronzes)

1963

São Paulo 22 países, 19 esportes e 1 665 atletas.

2º - Medalhas do Brasil - 52 (14 ouros, 20 pratas, 18 bronzes)

Na competição com o menor número de participantes da história, o Brasil teve sua melhor participação. O boxe foi o esporte mais premiado, com 9 medalhas. No tênis, Maria Esther Bueno brilhou: foi campeã de simples e vice nas duplas.

Campeão - EUA: 199 medalhas (106 ouros, 56 pratas, 37 bronzes)

1967

Winnipeg - 29 países, 18 esportes e 2 361 atletas.

3º - Medalhas do Brasil - 26 (11 ouros, 10 pratas, 5 bronzes)

Por causa de um calote na organização dos jogos, o nome do Brasil era o único grafado em vermelho no quadro da Vila do Pan. O hipismo, que tinha na equipe Nelson Pessoa (pai de Rodrigo Pessoa), conquistou seu primeiro ouro.

Campeão - EUA: 244 medalhas (128 ouros, 69 pratas, 47 bronzes)

1971

Cali - 32 países, 18 esportes e 2 935 atletas.

4º - Medalhas do Brasil - 30 (9 ouros, 7 pratas, 14 bronzes)

O basquete brasileiro levou seu primeiro título com a inesperada eliminação dos americanos pela equipe cubana. O iatista Jörg Bruder conquistou o bicampeonato na classe finn – ele ainda seria tricampeão mundial e 11 vezes campeão brasileiro.

Campeão - EUA: 218 medalhas (105 ouros, 73 pratas, 40 bronzes)

1975

Cidade do México - 33 países, 18 esportes e 3 146 atletas.

5º - Medalhas do Brasil - 44 (8 ouros, 13 pratas, 23 bronzes)

João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, bateu o recorde mundial do salto em distância: 17,89 m. Como o medidor eletrônico chegava apenas a 17,50 m, os juízes tiveram de improvisar usando uma trena.

Campeão - EUA: 247 medalhas (117 ouros, 82 pratas, 48 bronzes)

1979

San Juan - 34 países, 22 esportes e 3 700 atletas.

5º - Medalhas do Brasil - (9 ouros, 13 pratas, 17 bronzes)

O nadador Djan Madruga tornou-se o maior medalhista na natação numa única edição dos jogos: 6 medalhas. A estrela de João do Pulo brilhou de novo e o atleta levou os dois únicos ouros do atletismo, nos saltos triplo e em distância.

Campeão - 1º EUA: 266 medalhas (126 ouros, 95 pratas, 45 bronzes)

1983

Caracas - 36 países, 23 esportes e 3 426 atletas.

4º - Medalhas do Brasil - 57 (14 ouros, 20 pratas, 23 bronzes)

O Brasil ganhou o maior número de medalhas da história, com 57 pódios, 5 a mais do que em São Paulo. O melhor resultado veio do nadador Ricardo Prado: dois ouros e duas pratas.

Campeão - EUA: 285 medalhas (137 ouros, 92 pratas, 56 bronzes)

1987

Indianápolis - 38 países, 27 esportes e 4 453 atletas.

4º - Medalhas do Brasil - 61 (14 ouros, 14 pratas, 33 bronzes)

O basquete fez história ao vencer na final o poderoso time americano, na primeira derrota dos EUA em casa. O destaque do jogo foi Oscar com 46 pontos – 246 no total no Pan.

Campeão - EUA: 370 medalhas (169 ouros, 120 pratas, 81 bronzes)

1991

Havana - 39 países, 26 esportes e 4 519 atletas.

4º - Medalhas do Brasil - 79 (21 ouros, 21 pratas, 37 bronzes)

Na edição em que Cuba superou os EUA na classificação geral, as meninas do basquete receberam a medalha de ouro das mãos de Fidel Castro. Pela primeira vez na história, o Brasil ganhou o ouro na prova mais rápida do atletismo, os 100 m rasos, com o velocista Robson Caetano.

Campeão - Cuba: 265 medalhas (140 ouros, 62 pratas, 63 bronzes)

1995

Mar del Plata - 42 países, 34 esportes e 5 144 atletas.

6º - Medalhas do Brasil - 82 (18 ouros, 27 pratas, 37 bronzes)

O mesa-tenista Cláudio Kano entrou para a história como o maior medalhista brasileiro numa única edição do Pan, com 12 medalhas (7 ouros, 3 pratas e 2 bronzes). A lamentar o pífio desempenho do futebol, eliminado por Honduras.

Campeão - EUA: 425 medalhas (170 ouros, 145 pratas, 110 bronzes)

1999

Winnipeg - 42 países, 34 esportes e 5 mil atletas

4º - Medalhas do Brasil - 101 (25 ouros, 32 pratas, 44 bronzes)

O Brasil superou pela primeira vez a barreira das 100 medalhas. Entre os destaques, as seleções de vôlei feminina (levou o ouro quebrando uma hegemonia de Cuba) e de basquete masculino (conquistou o tri, batendo os EUA).

Campeão - EUA: 295 medalhas (106 ouros, 110 pratas, 79 bronzes)

2003

São Domingos - 42 países, 35 esportes e 5 500 atletas.

4º - Medalhas do Brasil - 123 (29 ouros, 40 pratas, 54 bronzes)

Apesar do fiasco do vôlei masculino, eliminado pela Venezuela, fizemos bonito: o país subiu ao pódio em 30 das 37 modalidades em que competiu e 60% dos atletas conquistaram uma medalha.

Campeão - EUA: 270 medalhas (117 ouros, 80 pratas, 73 bronzes)

 

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