Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Superinteressante

Superinteressante

Supernovas

Superinteressante edição 203
Edição anteriorago 2004 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

Futurologia

Chacoalhos previsíveis

Marcelo Bortoloti

 

Para a maior parte da comunidade científica, prever terremotos é uma atividade com o mesmo grau de exatidão da de uma cartomante. Por isso, o geofísico Vladimir Keilis-Borok, da Universidade da Califórnia, tem feito tanto barulho. Ele afirma que descobriu a fórmula para prever terremotos que estão prestes a acontecer. E garante: até 5 de setembro, um abalo de 6,4 graus vai chacoalhar o sul dos Estados Unidos.

No ano passado, a equipe de Keilis-Borok acertou a previsão de um tremor no centro da Califórnia e de um terremoto de 8,1 graus na ilha de Hokkaido, no Japão. Um feito, já que, em geral, apenas as previsões de longo prazo, que indicam genericamente o ano do abalo, conseguem algum êxito. Antes, a última predição acertada tinha sido em 1975 na China, quando até as mudanças no biorritmo dos animais foram levadas em consideração.

"O anúncio de Keilis-Borok é interessante do ponto de vista teórico, mas não tem muita utilidade prática", diz Vasile Marza, da Universidade de Brasília. Isso porque a previsão é pouco precisa quanto ao local do terremoto (ele pode ocorrer em qualquer ponto numa área de 31 mil km2) e tentar evacuar uma área como essa por causa de um alarme falso pode causar enormes estragos.

 

3 a 3,9

São percebidos pelos humanos mas não causam danos materiais

Freqüência mundial: 50 mil por ano

 

4 a 4,9

Têm maior intensidade e, eventualmente, provocam estragos em carros e vidros

Freqüência mundial: 8 mil por ano

 

5 a 5,9

Causam danos em construções sólidas. Podem provocar rachaduras

Freqüência mundial: 1 500 por ano

 

6 a 6,9

Causam estragos em um raio de 100 quilômetros. Destroem pontes e estradas

Freqüência mundial: 150 por ano

 

7 a 7,9

São dez vezes mais fortes que os terremotos de magnitude 6

Freqüência mundial: 20 por ano

 

8 em diante

São catastróficos. Destroem cidades inteiras e causam milhares de mortes

Freqüência mundial: um a cada oito meses

 

 

Capa de Super 265 Leia a Super 265
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2009] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.