Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Superinteressante

Superinteressante

Superintrigante

Superinteressante edição 192
Edição anteriorset 2003 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

Nós Lá Fora

Quantos brasileiros trabalham para a ONU?

Tania Menai, de Nova York

 

Em todo o sistema da Organização das Nações Unidas trabalham atualmente 98 brasileiros – eram 99 antes da morte de Sérgio Vieira de Mello, no atentado de 19 de agosto em Bagdá. O Brasil, país que participou da fundação da ONU em 1946, ocupa a décima posição em contribuições ao orçamento regular da organização (a primeira entre os países em desenvolvimento). Hoje, o brasileiro mais alto na hierarquia é o embaixador Rubens Ricupero, secretário-geral da UNCTAD, Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento. Ele trabalha ao lado do secretário-geral Kofi Annan – seu cargo, na nomenclatura da ONU, é de secretário-geral adjunto das Nações Unidas. O segundo brasileiro na hierarquia do Secretariado é Luiz Carlos da Costa, antigo amigo. Da Costa tem o maior tempo de serviço na organização entre os brasileiros: 35 anos.

Ele ocupa funções de alto nível executivo no DPKO, Departamento de Operações de Manutenção de Paz das Nações Unidas. Antes disso, foi Diretor-Executivo e de Administração da Missão da ONU em Kosovo, parte da ex-Iugoslávia.

Os brasileiros a serviço da ONU estão espalhados pelo mundo. Em geral, eles ficam em lugares que não são exatamente destinos turísticos, como o Iraque, o Afeganistão, Kosovo e outros países com problemas bastante sérios. Outros trabalham nos escritórios da entidade em Nova York e em Genebra. Suas funções vão de serviços burocráticos à coordenação de programas econômicos, ambientais e serviços de comunicação – a rádio das Nações Unidas possui uma seção de língua portuguesa, chefiada pelo paulista João Lins de Albuquerque.

Para trabalhar na ONU, não é preciso ser diplomata de carreira. Ao assumir seu cargo na organização, o funcionário não deve estar ligado ao governo de seu país de origem. Brasileiros não se envolvem necessariamente com questões que envolvem o Brasil – e costumam evitar esses casos, para tomar decisões imparciais. Para ser aceito na ONU é quase sempre necessário ter educação superior e falar pelo menos uma língua estrangeira – inglês, francês e espanhol são as mais comuns, mas saber dialetos tribais africacanos abre muito mais portas.

 

 

Capa de Super 265 Leia a Super 265
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2009] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.