
Os leitores que nos escrevem certamente não têm a noção do quanto são importantes para o aprimoramento da revista. São críticas, sugestões, desabafos e pedidos que fazem toda a diferença. Marco Alan Rotta, de Blumenau, SC, por exemplo, me escreveu o seguinte. "A Super está lançando uma série de produtos editoriais independentes. Tenho observado que muitos deles estão se tornando periódicos. É claro que não reprovo tais produtos, uma vez que a Super tem sido capaz de manter a qualidade em todos eles. O que eu gostaria de perguntar, com uma certa angústia e com toda franqueza, é: quais são os planos para a Super, carro-chefe de todo esse trabalho? Existe alguma mudança prevista para a linha editorial da revista?"
Uma pergunta oportuníssima. Cuja resposta é: a Super seguirá trilhando o seu caminho, independente dos filhotes que gera. Continuaremos abordando todos os temas que nos são caros – de saúde a mundo animal, de tecnologia a comportamento. Com o mesmo bom e velho enfoque que nos é peculiar. A Super continuará sendo a revista que apresenta os avanços do conhecimento humano para os jovens brasileiros mais atilados, para gente curiosa de todas as idades, unindo instrução e diversão como ninguém. Ou seja: Aventuras na História atende com mais fartura e profundidade quem é apaixonado por história. Mas a Super continuará publicando grandes matérias de história. E assim por diante com Mundo Estranho, Vida Simples, Revista das Religiões, Volume 01.
Os nossos subprodutos existem para somar. Jamais para diminuir.
As mais de 2 mil mensagens que recebemos todo mês passam pelas graciosas mãos de Monique Anjos – a sua, a nossa panteríssima atendente ao leitor. Mô, como a chamamos, acaba de se formar em jornalismo. (Não nos culpe. Fizemos de tudo para demovê-la dessa idéia. Tentamos arduamente convencê-la a virar médica, advogada, engenheira. Não deu.) Há quase um ano Mô tem editado Superleitor com galhardia. E tem demonstrado talento para a apuração, base do trabalho de todo repórter. É ela quem prospecta os personagens – alguns inacessíveis – que você vê encontra nas colunas Eu leio! e Cinco luxos e um lixo. Para o ano, Mô, que tem só 22 anos, pretende passar um tempo no Canadá. Pior para a gente, ótimo para ela. Eis uma coisa que todo mundo nessa idade deveria fazer: viver um tempo fora do país. Vá e volte, Mô!
Quem está indo – não para Toronto, mas para Maceió – é o editor Rodrigo Cavalcante. Cavalca, como o chamamos, volta à sua bela terra natal, depois de uma década em São Paulo, com um desafio instigante: produzir o melhor jornal regional do país, fazer bom jornalismo fora dos grandes centros. Que bons ventos o conduzam, Cavalca. Dê notícias. (Com trocadilho.)
Por fim, não posso deixar de mencionar os troféus – as disputadas arvorezinhas de inox – que ganhamos no Prêmio Abril de Jornalismo deste ano: Luiz Iria, editor de infografia da Super, levou uma pelo conjunto da sua obra. Ganhamos a de melhor infográfico com "A história da Terra", um de nossos superpôsteres, de autoria do editor de arte Rodrigo Maroja, do editor especial Denis Russo e de, adivinhe, Luiz Iria. Levamos outra arvorezinha como melhor reportagem de saúde, com "Deveríamos parar de comer carne?", de Denis Russo. E Denis ganhou ainda um prêmio especial, como um dos talentos mais promissores da Editora Abril. Estoure a champanhe, pegue uma taça, cante conosco. E boa leitura.