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Superinteressante edição 189
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Cada Vez Mais Fortes

Soldado do futuro

Denis Russo Burgierman

 

Daqui a uma década, quando os Estados Unidos invadirem algum país, seus soldados poderão estar vestidos de computadores super-leves que vão deter estilhaços, transmitir dados e até mimetizar o sujeito no front, à moda dos camaleões. A promessa é do maior centro de pesquisa tecnológica do mundo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que acaba de criar um grande projeto dedicado a desenvolver roupas para militares. E isso não é só blablablá. O MIT recebeu a bagatela de 80 milhões de dólares do Pentágono para criar o Instituto de Nanotecnologia para Soldados. É o bastante para termos certeza de que uniformes mais modernos são prioridade para os americanos.

A idéia é colocar em uso algumas tecnologias que já se mostraram viáveis no laboratório. Os fios do tecido conduziriam eletricidade, o que permitiria que diversos sistemas eletrônicos funcionassem dentro do uniforme: desde um computador no capacete, com a viseira servindo de monitor, até sensores por toda a pele para monitorar sinais vitais e detectar ferimentos. Esses dados poderiam ser transmitidos por rádio para um centro de comando, onde um general manejaria as suas forças como quem joga um videogame de estratégia.

Tecidos super-resistentes protegeriam os soldados contra balas. O fio seria revestido de cristal líquido, o que o faria mudar de cor, para camuflagem. O MIT pesquisa até um avançado sistema de microtubos escondidos na trama do tecido no qual circularia um fluido cheio de partículas de ferro. A um sinal químico, o ferro todo se agregaria por atração magnética, transformando a roupa numa armadura – ou numa tala para amparar membros fraturados. Ou seja, tudo indica que a superioridade bélica americana sobre todo o resto do mundo vai continuar se ampliando. É que, em dez anos, é bem provável que os maiores inimigos dos Estados Unidos continuem atacando com rifles de caça e protegendo as cabeças com capacetes de plástico.

 

Uma única bateria poria para funcionar todo o uniforme. Hoje, os soldados carregam dezenas de quilos de baterias

A viseira seria um monitor de computador e, ao mesmo tempo, teria recursos como luneta e visão noturna

O tecido seria recoberto de uma tela finíssima de cristal líquido. A roupa poderia mudar de cor, como um camaleão, para se camuflar

Dentro do tecido, haveria minidutos onde circulariam partículas de ferro (vermelho). Um comando criaria atração magnética que agregaria o ferro, criando uma barreira contra estilhaços. Em outros tubos haveria água (azul), reciclada de suor e urina

 

 

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