
No mês passado a redação recebeu, com enorme alegria, uma enxurrada de comunicações vindas dos leitores. Quase 5 500 falaram conosco por telefone, carta ou e-mail. Cerca de 8 000 participaram da votação aberta na SUPER on-line sobre se os videogames violentos fazem mal (acima de 70% acharam que sim e quase 30% disseram que não). Outros 2 400 já haviam respondido à pesquisa encartada na edição especial Emoção e inteligência!, que continuava nas bancas, e mais de 1 200 preencheram um questionário de avaliação da revista na Internet. Claro que nem todos os que se manifestaram o fizeram para elogiar. Assuntos polêmicos como o comportamento do pit bull e o perigo dos videogames ultraviolentos — tema das duas últimas capas da SUPER — suscitam opiniões veementes e opostas. Quem der uma olhada no fórum que abrimos on-line para discutir o problema dos games vai verificar que algumas das 165 opiniões lá registradas (até o fechamento desta edição) defendem com paixão os games violentos, enquanto a maioria os condena.
Também entre os que se manifestaram a respeito do pit bull, uma parte quer a esterilização e a outra repudia com veemência a idéia.
Em meio aos debates, houve quem criticasse as nossas reportagens por julgá-las injustas com os games e os pit bulls. Não concordamos, mas prestamos toda atenção a essas observações. Virou lugar-comum, hoje em dia, dizer que a unanimidade é burra. Mas, nesse caso, o clichê lembra algo que é muito caro à SUPER: a origem da inteligência. O método científico nos ensina que só há luz quando há debate. Por isso, queremos que você se manifeste cada vez mais, seja para fazer reparos, seja para elogiar a sua revista. Sabemos que só assim ela se tornará cada vez mais inteligente e, portanto, do seu agrado.
andre.singer@abril.com.br