
Dizem que certos assuntos não devem ser discutidos. Religião é um deles. Muitas guerras já aconteceram por motivos religiosos, pois, além de o tema ser apaixonante, todos defendem sua crença. Na página ao lado você encontra uma amostra da diversidade de opiniões sobre o que a Bíblia diz. São leitores comentando a reportagem Um endereço para Adão e Eva, publicada em abril. O paraíso foi o assunto mais discutido da edição e, em de corrência de um erro nosso, o mito da maçã gerou um debate. A fruta que simboliza a tentação proibida no Jardim do Éden apareceu em quase todas as cartas e mensagens eletrônicas que chegaram à redação. Muita gente quis saber o porquê da preferência de tantos artistas por ela se, na Bíblia, nenhuma fruta é especificada.
Nós vamos contar. Graças aos nossos leitores vigilantes, a SUPER pode se empenhar cada vez mais em fornecer informação de qualidade.
No mês de abril recebemos:
2 394 e-mails
1 553 telefonemas
706 cartas
Veja abaixo as reportagens mais comentadas, por e-mail e por carta:
Um endereço para Adão e Eva................... 39
65 anos. Em cada perna........................ 23
O cientista que descobriu o Brasil............ 13
Lógica de rebanho............................. 10
A rua do sobe-desce........................... 9
No mês de abril, 298 leitores responderam à pergunta:
Quantos anos você gostaria de viver?
91 (30,5%) querem viver de 81 a 110 anos
82 (27,5%) de 111 a 140 anos
42 (14,1%) querem viver eternamente
41 (13,8%) de 50 a 80 anos
20 (6,7%) de 171 a 200 anos
19 (6,4%) de 141 a 170 anos
3 (1%) de 201 a 1 000 anos
"Gostaria de viver eternamente. Será que alguém tem a fórmula do elixir da longa vida dos alquimistas medievais?"
Francisco Eugênio de Mico São Caetano do Sul, SP "Quero viver 100 anos. Acho que um ancião com essa idade tem muito para contar e lembrar."
Talles Gurgel Brasília, DF
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Onde está a maçã? Na reportagem Um endereço para Adão e Eva (número 4, ano 13) foi dito que não existem macieiras no paraíso, como diz a Bíblia. Só que em nenhum momento o texto bíblico menciona qual era o fruto da árvore.
Cenício Lino de Barros Santos, SP O teólogo Fernando Altemeyer Júnior, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, corrige o erro e explica: "Na Bíblia nada é dito sobre a espécie da árvore, exceto que ficava no meio do Jardim do Éden e que era tentadora, deliciosa e desejável. O fruto proibido adquiriu diferentes formas em função da paisagem e da corrente artística e cultural em que o pintor se situava. Foram sendo atribuídos ao relato do Gênesis as chaves de leitura de cada intérprete. Durante diversos períodos históricos o fruto foi pintado como maçã, uva, cereja e figo. No caso da macieira, ela é tida como o símbolo da fecundidade e da sedução, sobretudo a maçã vermelha. Além disso, sua forma esférica também simboliza a eternidade."
Fé na ciência Em Um endereço para Adão e Eva a SUPER tenta reescrever a Bíblia numa linguagem científica. Espero que toda a História da humanidade seja desvendada à luz da Arqueologia e das ciências afins.
Cláudia Maria Guimarães Ipameri, GO
Respeito às escrituras
Me aborreci com a classificação dada aos relatos bíblicos no texto Um endereço para Adão e Eva. Ver a Bíblia como mito é inaceitável, um desrespeito. Às tolices apresentadas pelos estudiosos para justificar nossas origens fora da explicação bíblica dá-se o nome de "teorias".
Aguinaldo de França Agudos, SP
O paraíso na floresta Não acredito que o Jardim do Éden fique mesmo no Irã, como foi dito em Um endereço para Adão e Eva. Afinal, já suspeitaram até que o paraíso era na Amazônia.
Helton Alison Nogueira Fazenda Rio Grande, PR
Mais respeito aos velhos Tenho 13 anos e gostei muito das informações mostradas em 65 anos. Em cada perna. Afinal, nos dias atuais a maioria dos idosos é desrespeitada e esquecida em asilos. Espero que no futuro eles tenham mais saúde e boa memória e que não exista mais nenhum tipo de preconceito contra os mais velhos.
Fábio T. Motta São Paulo, SP
O futuro sem-teto Muito louvável o esforço por parte dos eminentes cientistas de aumentar a longevidade humana, conforme o texto de 65 anos. Em cada perna. Só que todos se esquecem de um detalhe importante: depois que o nosso planeta for destruído, onde iremos morar?
Ana Lúcia Simões Porto Alegre, RS
A vez dos idosos A reportagem 65 anos. Em cada perna (número 4, ano 13) é muito oportuna se considerarmos que a velhice é entendida no mundo ocidental como algo que "atrapalha". A sociedade só se preocupa com o que é novo.
Ulisses C. Penha Belo Horizonte, MG
O mito do descobrimento O cientista que descobriu o Brasil (número 4, ano 13) serviu para desmistificar a História tradicional, pois a carta de Mestre João mostra que Portugal já sabia da existência do Brasil.
José Francisco de Oliveira F. Riacho das Almas, PE
A ilha da fantasia O cientista que descobriu o Brasil cita um assunto encantador: a Ilha Hy Brazil. Essa milenar lenda está nos principais mapas no começo das grandes navegações.
Josafá Soares Maceió, AL
O mestre na aula Fico decepcionado ao ver que no currículo escolar não há menção à carta de Mestre João, mostrada em O cientista que descobriu o Brasil.
Gilberto Reinert Timbó, SC
De onde vem o raio? A notícia Rajada de raios na época do blecaute (número 4, ano 13) levantou uma dúvida: afinal o raio sobe ou desce?
Douglas de Matteu Suzano, SP O geofísico espacial Osmar Pinto Júnior, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, responde: "A maioria dos relâmpagos que atingem o chão é oriunda das nuvens. Menos de 1% se originam no solo e sobem para a nuvem. Para a formação de ambos concorrem descargas tanto do solo como da nuvem, mas a principal e mais comum parte de cima para baixo."
Tratamento eficiente Li a discussão dos leitores sobre a acupuntura, em abril. O Wilson Bogado diz que os efeitos dela equivalem aos dos placebos. Sou veterinário e uso acupuntura há sete anos. Já obtive resultados superiores aos tratamentos convencionais.
Alexandre Reis Rio de Janeiro, RJ
Ironia mal-entendida Fiquei superchateado ao ver que o e-mail que mandei para a redação perdeu o sentido. Não ironizei a acupuntura, mas sim a forma anticientífica como a SUPER apresentou a reportagem.
Roberto Solino Natal, RN
Bagunça interessante Adorei a reportagem Lógica de rebanho (número 4, ano 13). O jeito meio "desorganizado" de colocar as fotos e o texto deu um resultado magnífico. Espero que vocês continuem sempre inovando!
Julio Augusto Schramm Joinville, SC
Eleições na colméia Fiquei pasma ao ler Lógica de rebanho e saber que as abelhas votam e assim exercem a democracia.
Janaína M. dos Santos Taubaté, SP
Nas pegadas dos dinos O leitor Highor Mattêde, de Vila Velha (ES), tem só 14 anos e já é fera. Ele escreveu três livros sobre dinossauros e desde os 5 estuda esses animais pré-históricos. Além de escrever você está envolvido em outros trabalhos? Criei um projeto chamado Siga as Pegadas dos Dinossauros e Encontre Alternativas para a Preservação do Planeta. Se os dinos sobreviveram mais de 160 milhões de anos e não devastaram o planeta, eles servem de exemplo para todos nós. Como funciona? Uma das atividades desenvolvidas envolve reciclagem. São montadas oficinas onde confeccionamos bonecos de dinossauros com material reciclado. Existem outros projetos? Estou montando um Museu de Paleontologia com o material que recebo de paleontólogos de diversas partes do mundo. Além de réplicas de dinos, teremos fósseis em um espaço montado com vegetais e minerais daquela época.LIVROS Na página 63 (número 4, ano 13) está escrito que o Velho Testamento tem 24 livros. Na verdade, na Bíblia católica ele tem 46 e na protestante, 39. Para os judeus, as narrativas do Velho Testamento estão dispersas em 39 livros. INVERSÃO A ilustração da página 28 (número 2, ano 13) está invertida. Ela deveria estar voltada para esquerda. ENERGIA Na página 49 (número 4, ano 13) foi utilizada a unidade volts, mas o correto é dizer que a energia produzida foi de 1,37 bilhão de elétron-volts.