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Mudar genes, tudo bem. Mas com ética

O economista americano Jeremy Rifkin, cujos catorze livros já venderam quase 1 milhão de cópias, é um crítico incansável. No livro O Século da Biotecnologia, recém-traduzido para o português, ele ataca nada menos do que a grande queridinha destes tempos: a biotecnologia. Polêmico, Rifkin questiona os benefícios das experiências genéticas, critica a manipulação de embriões e levanta suspeitas sobre os vegetais transgênicos (veja entrevista). Ele diz que não tem nada contra a ciência, mas sim contra os procedimentos antiéticos na corrida pelas descobertas.

Preço: 39 reais

Makron Books: 011-829 6879

Rifkin falou à SUPER durante visita a São Paulo, em abril.

 

O senhor já escreveu sobre biotecnologia há alguns anos. Por que voltou a falar disso agora?

Acho que as pessoas estão superestimando a importância da informática e subestimando o poder da genética. Chamar o século XXI de Era da Informação é como chamar a Era Industrial de Era da Imprensa. A nova economia será baseada em comércio e recursos genéticos.

 

Qual é o problema com a soja e outras culturas transgênicas que estão chegando ao mercado?

Essas culturas vão criar um novo fenômeno: a poluição genética. Ela será mais perniciosa do que a contaminação petroquímica ou nuclear. Isso porque esses produtos que estão sendo comercializados estão vivos. Eles são imprevisíveis, pois se reproduzem, sofrem mutações e proliferam. E a escala de sua utilização é enorme.

 

O que o senhor propõe?

Minha proposta é que haja uma moratória mundial no uso comercial de sementes transgênicas. Até que se desenvolva uma ciência capaz de avaliar seus riscos.

 

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