
De Olho no Céu
Está nos atlas de astronomia: o Sistema Solar possui duas regiões povoadas por asteróides. Uma delas, o Cinturão Principal, fica entre as órbitas de Marte e Júpiter, e a outra, o Cinturão de Kuiper, além da órbita de Plutão. Ali estão acumuladas milhares de rochas que sobraram da formação dos planetas, há 4,5 bilhões de anos. Pois tem gente desconfiada da existência de dois novos cinturões, muito mais perto da Terra (veja abaixo). Durante quatro meses, os físicos Wyn Evans e Serge Tabachnik, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, rodaram em vinte computadores pessoais um programa que simula o nascimento do Sistema Solar. Ao final, os cientistas tinham desenhado com precisão todas as órbitas estáveis, por onde os corpos seguem seu caminho em torno do Sol, em santa paz, sem serem atraídos pela gravidade de nenhum astro vizinho. Foi aí que o computador apontou as rotas inéditas. A primeira fica entre o Sol e Mercúrio, a 127 milhões de quilômetros da Terra, e a segunda, entre nosso planeta e Marte, a apenas 27 milhões de quilômetros de nós. Essas faixas poderiam abrigar asteróides se movendo em perfeito equilíbrio e harmonia com o restante do móbile solar. Tudo isso ainda é suspeita. Até agora jamais se viram asteróides em número representativo para se falar em cinturões tão próximos da Terra. Existem só três suspeitos de pertencer ao grupo de 1 000 objetos que Evans e Tabachnik calculam existir entre a Terra e Marte. "Se não houver mais nada ali, a conclusão é que algum evento cósmico, como o desvio de um planeta, pode ter dispersado o grupo", comentou com a SUPER Serge Tabachnik.
1. É certo que existe o Cinturão de Kuiper, além da órbita de Plutão, a cerca de 10 bilhões de quilômetros da Terra.
2. Outro bem conhecido é o Cinturão Principal, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, também .
3. Suspeita-se de um novo grupo entre a Terra e Marte, a apenas 27 milhões de quilômetros do nosso planeta.
4. Desconfia-se de outra trilha além de Mercúrio, a cerca de 127 milhões de quilômetros de nós.