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Superinteressante edição 141
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Cara de um, tromba de outro

Estudar embriões de elefantes não é coisa fácil. Que o diga a zoóloga Ann Gaeth, da Universidade de Melbourne, na Austrália. Ela esperou anos para conseguir sete fetos retirados de aliás sacrificadas no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, para diminuir o número excessivo de animais. Ao analisar os rins dos embriões, Ann fez uma descoberta importante. Ela achou pequenos canais, chamados nefróstomos, que servem para filtrar o excesso de sal da água bebida. Esse detalhe, que desaparece durante a gestação dos elefantes, é resquício de um órgão comum nos animais aquáticos. Com a descoberta, Ann reforçou uma antiga suspeita: a de que os elefantes têm parentesco longínquo com os peixes-bois. Ambos são mamíferos. A diferença é que, enquanto os peixes-bois continuam nadando, os elefantes saíram da água há cerca de 40 milhões de anos.

 

 

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