
A missão da SUPER é contar, de um jeito claro e gostoso, como a ciência e a tecnologia estão transformando o mundo. Somos otimistas a respeito dessas mudanças. Acreditamos que o avanço do conhecimento aumenta as chances de felicidade humana.
No entanto, nem tudo são flores no caminho do progresso. Como mostra a reportagem de capa desta edição, os ultra-sofisticados jogos eletrônicos vêm adquirindo um grau de perversidade inimaginado. "Me surpreendi ao descobrir que atropelar velhinhos e assassinar gente em supermercados eram alguns dos objetivos dos games que a garotada curte", conta o editor especial
Carlos Dias. Experiente jornalista, e pai de três filhos, Carlos realizou com a jovem repórter Gabriela Aguerre, a Gabi, um levantamento rigoroso e abrangente sobre os brinquedos virtuais violentos. Durante quatro semanas eles entrevistaram, com o auxílio da jornalista Ivani Vassoler em Washington, mais de cinqüenta pesquisadores, educadores, fabricantes e fãs de games, no Brasil, nos Estados Unidos e até na Suécia, para verificar quais eram os efeitos dos joguinhos sobre seus jovens usuários. No final, estavam estarrecidos. "Gosto muito de diversões eletrônicas, mas essas passaram dos limites e se tornaram perigosas", relata Gabi. Tenho certeza de que, depois de ler a reportagem Brincando com fogo, que começa na página 28, você vai concordar com ela.
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