
Biologia Marinha
O animal que você vê na foto aí ao lado não é um polvo qualquer. Trata-se do primeiro polvo-pirilampo de que se tem notícia. A espécie, chamada Stauroteuthis syrtensis, foi descoberta recentemente por pesquisadores do Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Massachusetts, Estados Unidos. Ela mora na escuridão, a 700 metros de profundidade no Oceano Atlântico. Por um desses caprichos da evolução, o syrtensis mudou a função de seus tentáculos. As tradicionais ventosas viraram luzes que se acendem por reações químicas semelhantes às que ocorrem nos vagalumes. "Não é comum toparmos com um órgão que está bem no meio de uma mudança evolutiva tão dramática", afirmou à SUPER Sönke Johnsen, líder da equipe americana. Os cientistas não sabem ainda explicar a função da transformação, mas suspeitam que a luminosidade atrai comida para a boca do molusco.
Cada ponto destes é uma ex-ventosa, que perdeu a capacidade de adesão e virou um órgão luminoso no polvo Stauroteuthis syrtensis. Segundo os pesquisadores, é para atrair as presas, na escuridão das profundezas do Oceano Atlântico, onde a espécie mora.