
Astronomia
As hipernovas, é claro. Essa figura astronômica promete ser a próxima coqueluche entre os estudiosos do céu. Pesquisadores americanos da Universidade do Noroeste, em Illinois, acharam, em abril, os primeiros restos de uma dessas violentíssimas explosões estelares, que são pelo menos 100 vezes mais energéticas do que as já bem conhecidas supernovas. Os resíduos das estrelas, chamados de nebulosas, estão em dois pontos da galáxia M101, relativamente próxima da Terra. De lá, emitem uma quantidade absurda de radiação, 10 000 vezes mais que o Sol. A energia é tanta que, para os pesquisadores, ficou claro que os astros, antes de morrer e criar as duas nebulosas, tinham massa entre quarenta e 100 vezes maior que a do Sol. Calcula-se que, ao entrar em colapso, há milhões de anos, as duas hipernovas liberaram jatos de raios gama, a radiação luminosa que concentra a maior quantidade de energia. "A descoberta de hipernovas nas nossas vizinhanças vai nos ajudar a encontrar uma explicação para as explosões de raios gama", disse à SUPER Daniel Wang, um dos autores do achado. "A radiação, normalmente, é detectada a distâncias muito maiores."