
UPDATE 14/07: Segundo a assessoria da Warner Bros., que estreia Harry Potter em IMAX (dublado) esta semana, o IMAX de São Paulo tem uma tela de 14 x 21 metros. Se for verdade é só um pouquinho maior que a do Cinemark do Shopping Central Plaza, que não é IMAX e mede 11 x 20 metros.
Há algumas semanas o Ultra postou
sobre o IMAX no Brasil ser o fiasco
do ano em termos de programação. Na verdade, como o desenrolar dos
fatos mostraram, ele é o fiasco do ano em todos os sentidos. Aí ao
invés de sair às ruas com tochas e
ancinhos e placas de protesto contra a IMAX Corporation, alguns leitores, por
algum motivo, se voltaram contra o pobre blogueiro nos comentários,
como se fosse dele a culpa de termos um IMAX falso em solo brasileiro.
Mas a gente adora isso e polêmicas são sempre engraçadas.
O que não é nem um pouco engraçado é que Transformers 2, que tem cenas filmadas
com câmeras IMAX e, como Star Trek, está fazendo uma fortuna nos
cinemas do tipo mundo afora, não estreou e nem vai estrear na tela
"gigante" por aqui, pelo menos por enquanto. E não, não adianta, a
culpa não é minha. O motivo oficial, como aponta o Omelete, são "os problemas de manutenção constante da sala do Shopping Bourbon Pompeia". Fantástico.
Então os fatos são os seguintes:
1) A sala de São Paulo abriu há quase 6 meses e os únicos filmes
comerciais que foram exibidos foram Batman - O Cavaleiro das Trevas e
Monstros vs. Alienígenas.
2) Os equipamentos da sala vivem dando problema.
3) O IMAX de São Paulo, é, sim, o que os gringos chamam de fakeIMAX ou LIEMAX.
4) Até
onde o Ultra e seus comparsas conseguiram investigar, não estão disponíveis publicamente dados oficiais para comprovar esse
fato.
5) Porém, qualquer ser humano que já tenha estado em um IMAX de verdade, como o
de Londres ou o do Lincoln Square, em NY, percebe na hora que a tela do IMAX de SP é
CONSIDERAVELMENTE menor. Se alguém quiser se oferecer para ir lá e medir a tela com uma trena e um banquinho, por favor mande um e-mail.
6) A IMAX Corporation já respondeu (de forma oblíqua) às críticas à
política do fakeIMAX, o que não muda em nada o fato de eles estarem
assumidamente usando telas menores e equipamentos mais baratos para
massificar a "experiência IMAX" e levá-la para os multiplexes ao redor
do mundo. Faz sentido do ponto de vista corporativo. Mas muitas pessoas
se sentem lesadas (com razão) por a) não serem informadas
claramente da diferença entre um IMAX e um fakeIMAX e b) pagar mais
caro que o ingresso de um cinema normal achando que vão assistir a um
filme em IMAX, se deparando com um fakeIMAX.
7) O gráfico
abaixo comprova a política do fakeIMAX comparando a tela do IMAX do Lincoln Square com o do multiplex AMC
Empire 25, também em NY. Ambos cobram ingresso de 18 dólares.
8)
Por fim, existe um mashup de Google Maps identificando os fakeIMAX pelo mundo, e
a sala de SP está lá, no seu devido lugar. Dá uma olhada em quantos IMAX falsos existem ao redor do planeta.
