
Como bem sabe a J.K. Rowling, se você quer dominar o mundo, comece pelas crianças. Na próxima terça (9), a editora americana Scholastic, que tem os direitos da série Harry Potter nos EUA, lança The 39 Clues, uma série de 10 livros para crianças de 8 a 12 anos, que vem acompanhada de cards colecionáveis, uma caça ao tesouro ao redor do mundo, milhares de dólares em prêmios e uma versão para o cinema produzida por Steven Spielberg.
É a história de 2 irmãos que descobrem serem parte da família mais poderosa do planeta, e de 39 pistas espalhadas pelo globo que são a chave para decifrar o segredo do clã. Cada livro terá pistas que levam para o mundo real, passando pelo jogo online, passando pelos cards, possivelmente culminando nos filmes. Tudo planejado para render o máximo de grana possível, claro.
Não é a primeira vez que a literatura infantil usa o truque da caça ao tesouro - talvez o exemplo mais célebre seja Masquerade (1979), do artista inglês Kit Williams, que escondeu uma lebre de ouro maciço em algum lugar da Inglaterra e ocultou pistas nas ilustrações do livro que levavam para o local do tesouro. The 39 Clues também não é totalmente original como experimento crossmedia: Masquerade foi justamente a grande inspiração para o ARG Perplex City (2005-2007), que não era direcionado ao público infantil, mas também lançou cards colecionáveis para financiar o jogo e o prêmio de 200 mil dólares para quem encontrasse um artefato enterrado (na Inglaterra também!).
Se a ambiciosa empreitada global da Scholastic vai funcionar é outra história. Tudo depende da qualidade da trama e da vontade das crianças de sair por aí comprando cards e caçando pistas na internet e fora dela. As chances são bem razoáveis e, bom, o investimento é gigantesco e eles são a maior editora de livros infantis do mundo. Se der certo, The 39 Clues talvez seja o passo mais importante que o entretenimento crossmedia já deu para deixar de ser um nicho obscuro e virar parte da cultura de massa. Clique aqui para visitar o site oficial.

Você provavelmente já ouviu sua voz centenas de vezes e nem sabia o nome dele. Don LaFontaine, o cara que narra 9 entre 10 trailers de filmes hollywoodianos (com aquela voz de homenzarrão que fuma desde os 10 anos de idade*), morreu na última segunda-feira, vítima de uma doença não- divulgada.
Tão lendário quanto o Lombardi e o locutor das vinhetas da Sessão da Tarde, LaFontaine também fez locução para a TV e participou de desenhos animados como American Dad e Uma Família da Pesada, além de comerciais onde ele zoa dele próprio, entoando frases que invariavelmente começam com "In a world...".
*Como bem coloca o vídeo abaixo, um dos melhores trailers da história dos trailers:
[via TeleSéries)]
Depois que anunciaram que o Aaron Sorkin, criador das séries The West Wing e Studio 60 on the Sunset Strip, está trabalhando num filme sobre o Facebook (detalhe: ele nem sabia o que era e criou um perfil no site para poder pesquisar melhor), fiquei pensando que se a coisa tivesse dado mais certo para o nosso amigo Orkut Büyükkökten (fora do Brasil e da Índia, quero dizer), ao invés de Facebook - O Filme e da obrigatória sequência FVMS: Facebook Vs. MySpace, estaríamos perto de assistir a Orkut - O Filme num cinema perto de você.
E que diabo de filme seria esse? Thriller? Comédia romântica? Pornô? Convenhamos, do jeito que aquele troço é, só poderia ser um filme de terror.

As melhores sequências de créditos do cinema e da TV, na tradição do site Forget the Film, Watch the Titles.
Qual a melhor abertura dos filmes do 007? Quase impossível escolher uma só, mas eu fico com a de Casino Royale (2006). Brincando com naipes de baralho e conjuntos de Mandelbrot, é a primeira da série a usar quase 100% de animação. Curiosamente, é também a única a não ter mulheres (geralmente armadas) dançando. Sugestão do Raul, nos comentários.

Outros posts da série:
(2) Carnivàle
(1) Desventuras em Série

Os pergaminhos do Mar Morto são um assunto fascinante, não importa se você viu ou não o anime Neon Genesis Evangelion.
Não bastasse serem documentos de mais de 2 mil anos encontrados em cavernas na Cisjordânia ao longo do século 20 E serem a cópia mais antiga já encontrada da Bíblia em hebraico, as teorias da conspiração que envolvem os manuscritos são inúmeras. Boa parte dos documentos ficou escondida do público até a década de 90. Alguns conspiracionistas defendem que vários deles permanecem censurados até hoje por conter textos apócrifos que mudariam tudo o que se sabe sobre o cristianismo e o judaísmo . Outros vão além e dizem que os pergaminhos contêm profecias a respeito de alguns probleminhas que estariam por vir, como o o fim dos tempos e a aniquilação da humanidade (é mais ou menos esse o caso em Evangelion).
Agora cientistas ligados à Autoridade Israelense de Antiguidades anunciaram que estão fotografando digitalmente os mais de 9 mil fragmentos, e que pretendem disponibilizar os pergaminhos para o público na web em cerca de 2 anos. Muitos dos pergaminhos estão em exposição permanente no Museu de Israel. Alguns deles já vieram até para o Brasil, em 2004.