2 postsPara ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
Já reparou em quantas sacolas plásticas você usa em sua rotina? São muitas! Uma para colocar a revista que você comprou na banca, outra para levar os pães da padaria [que, por acaso, já vêm dentro de uma sacola de papel], outras tantas para fazer compras no supermercado. Todas essas bolsas são péssimas para o meio ambiente.
Estima-se que em todo o planeta cerca de 1 milhão de sacolas plásticas são usadas por minuto! Por minuto! Só os consumidores britânicos utilizam 10 bilhões desse produto por ano. Na maior metrópole brasileira, São Paulo, 18% do lixo é feito desse material. E esse produto foi inventado há muito pouco tempo: em 1977!
As sacolas são compostas por polímeros derivados do petróleo, que demoram aproximadamente 500 anos para se decompor – ou seja, até agora nenhuma se desfez. Preocupados com isso, países como Bangladesh e Taiwan não usam sacos plásticos. Na Irlanda e na Dinamarca, eles cobram uma taxa do consumidor para usá-los.
E não pense que usar as sacolas para guardar o lixo é uma forma de reaproveitá-las. Aliás, isso acaba atrapalhando mais ainda o meio ambiente. Se elas demoram séculos para se dissolver, como os alimentos que estão dentro poderão se decompor? Eles ficarão estocados lá durante todo esse tempo.
Um site inglês chamado We Are What We Do (nós somos o que fazemos, em tradução livre) está fazendo uma campanha para que as pessoas comecem a falar não para as sacolas. É muito simples. Quando algum vendedor te oferecer uma, pense se você não consegue levar o produto nas mãos ou colocá-lo na bolsa; ou quando for ao mercado, leve uma sacola de pano. São algumas medidas simples como essas que poderão ajudar o Planeta.
O blogueiro Colin Beaven e sua família de "10 pernas"
"Esqueça. É impossível". Esse foi o comentário de um político liberal americano quando o escritor Colin Beaven contou que tinha um plano para se tornar o No Impact Man. Por um ano, Colin e sua família reduziriam seu impacto ecológico ao máximo ou a zero. A reação da maioria das pessoas? "Isso é coisa para se fazer quando se vive no campo, numa fazenda, onde se pode plantar a própria comida. Sustentável, em Nova Iorque? Nem pensar".
Mas apesar da descrença de muita gente, Colin está levando sua família - ele, a mulher, a filha e o cachorro, formando o conjunto que o escritor costuma chamar de "10 pernas" - a investir na idéia de levar uma vida com menos impacto, mesmo morando no coração de Manhattan. Isso significa: produzir menos lixo, reduzir a conta de gás, consumir menos e com mais consciência, de produtores locais. E também reciclar, voluntariar-se para limpar praias poluídas (por meio da Nature Conservation), plantar árvores.
Os detalhes dessa empreitada, Colin publica no seu blog, cujo título é, claro, uma jogada de marketing. Colin sabe que seu estilo de vida ainda interfere bastante na natureza, mas acredita que isso não é motivo para deixar de fazer alguma coisa - que pode ser, por exemplo, ligar para o "0800" das empresas pedindo que tirem seu nome da lista de mala direta (nada menos que 100 milhões de árvores são gastas por ano na forma de papel que você não pede para receber).
Colin deixa bem claro que existem vantagens materias no seu projeto: a história toda tem a ver com um contrato para um novo livro - e um filme - que serão lançados em 2009. No blog, ele diz sem meias palavras que está feliz com a oportunidade de unir seu "desejo mercenário" de sustentar uma família e seu lado "egomaníaco" de escritor com algumas idéias sobre o planeta que todas as pessoas precisam ouvir - e por fazer toda essa energia fluir para uma boa direção.