Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
Cerca de 40% da população mundial – 2,6 bilhões de pessoas – não têm acesso a saneamento básico, o que quer dizer: tratamento de água e coleta e tratamento de esgoto.
O descarte incorreto dos dejetos humanos gera uma série de doenças como:
- diarréia;
- esquistossomose;
- cólera;
- febre tifóide;
- hepatite;
- elefantíase;
- teníase;
- ascaridíase (lombriga) e
- poliomielite.
No Brasil, em crianças de 0 a 6 anos que vivem em regiões sem coleta de esgoto, a taxa de mortalidade chega a ser 22% maior e elas, normalmente, são 2 cm menores do que a média, o que indica subnutrição.
Desde 2007, um projeto tenta mudar essa realidade, transformando fezes e urina em fertilizantes ou em biomassa, que gera energia: o LooWatt, uma espécie de vaso sanitário feito de esterco de cavalo, não usa água, armazena os resíduos humanos em um material biodegradável e barra qualquer tipo de odor – pelo menos é o que garantem os criadores.
Duas vezes por semana, basta levar o conteúdo ao biodigestor mais próximo (resta saber se eles serão criados...) e gerar energia para a comunidade. Entenda o mecanismo no link do projeto.
A invenção deve estar no mercado a partir de dezembro deste ano.
