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Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.

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    O preço da fama sustentável

    23 Nov 2009 18:09

    Quanto você pagaria para ver uma celebridade de quem é muito fã? Investiria um pouco mais para chegar bem, bem perto do seu ídolo? E se tivesse direito a autógrafo? Foto? Você estaria disposto a botar a mão no bolso com vontade por um drinque com o seu objeto de veneração?

    Pois é mais ou menos esse o esquema montado para a “nova apresentação multimídia” de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, prêmio Nobel da Paz e mundialmente conhecido pelo livro e documentário homônimos, Uma Verdade Inconveniente, que fala sobre a ameaça do aquecimento global.

    A apresentação é baseada em seu segundo livro, Our Choice, em que ele mostra as soluções para sairmos do cenário trágico que apontou no primeiro volume. A data escolhida para o evento é estratégica: a dois dias do final das negociações em Copenhague, quando a coisa estará para lá de quente, apesar das temperaturas negativas da Dinamarca.

    Conforme a posição da cadeira escolhida pelo interessado, o preço para assisti-lo vai de 199 a 1.499 coroas dinamarquesas, o que equivale a uma variação entre R$68 e R$519 – mais taxas.

    E se apenas ouvir o ícone mundial das mudanças climáticas não bastar, você pode ter uma “experiência única” com Al Gore, como define o site Billetlugen, que vende os ingressos. Os fãs do moço terão a oportunidade de conhecê-lo – rapidamente – e até mesmo de tirar uma foto com ele! O participante ainda leva um exemplar do Our Choice no pacote do evento VIP, que dura uma hora e meia e sai pela bagatela de R$2.000.

    E você, não vai garantir o seu lugar neste evento "sustentável"?


    Água em gel para regar as plantas

    20 Nov 2009 14:00

    Enquanto há quem insista em lavar calçadas, outros se preocupam em não cometer excessos nem ao regar as plantas. De fato, em tempos de escassez de água e de esgotamento do recurso em velocidade maior do que se quer acreditar, toda economia é válida. Um dos produtos que permite essa experiências é o Dry Water (também conhecido como Suplemento de Irrigação), fabricado pela Rain Bird.

    Trata-se de um gel composto por 98% de água e 2% de celulose, que deve ser enterrado junto às raízes da planta. Ao entrar em contato com as bactérias do solo, seus compostos sofrem quebras, o gel passa para o estado líquido e libera umidade, lentamente, em um processo que pode durar entre 30 e 90 dias, de acordo com a aplicação, que depende das necessidades da planta.

    Segundo os fabricantes, o Dry Water é 100% biodegradável, não tóxico e foi criado para aumentar o tempo entra as irrigações em vasos e outros tipos de recipientes, embora o andamento dependa de fatores como temperatura, vento e precipitação.

    O produto é indicado para irrigação temporária ou suplementar e para irrigação definitiva em pequenos recipientes, como vasos e é comercializado no Brasil.

    Leia também:
    Maude Barlow alerta sobre a causa da água

    A nova obsessão verde


    Energia solar em órbita

    19 Nov 2009 15:00

    A ideia não podia ter vindo de outro lugar. Os japoneses, que investem cada vez mais em projetos de energia solar, anunciaram mais uma maneira – dessa vez, bem inusitada! – de obter esse tipo de energia: coletá-la do espaço.

    A iniciativa é da agência espacial do país asiático, a Jaxa, que contratou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início ao projeto, que consiste em construir uma central solar espacial. A ideia é captar a energia do sol, em órbita, e retransmiti-la para o planeta na forma de lasers ou microondas, que seriam captadas por antenas parabólicas gigantes e convertidas em eletricidade.

    O projeto é baseado em uma pesquisa da própria Jaxa que aponta que coletar energia solar em órbita barateia o custo do processo, que cairá para um sexto do preço atual, caso a ideia funcione. Isso porque já é provado que a energia do Sol é, pelo menos, cinco vezes mais abundante no espaço.

    A agência espacial pretende colocar a tecnologia em operação a partir de 2030, mas, para isso, existem dois empecilhos: primeiro, os testes precisam provar que a técnica, realmente, é possível e, depois, o governo precisa tornar o projeto atraente para os japoneses. Isso porque, de acordo com uma outra pesquisa da Jaxa, as palavras “laser” e “microondas” provocam medo nos asiáticos e levantam dúvidas a respeito da segurança do projeto.

    E você, o que acha de captarmos energia solar do espaço?

    Foto via Nasa    

    Leia também:
    A vez da energia solar
    O missionário da energia
    Energia solar pode ficar mais barata  
    Energia caída dos céus  

    *Jaxa


    A simulação dos culpados pelo clima

    18 Nov 2009 14:00

    Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas, de COP-15 e, claro, de busca por culpados pelo aquecimento global, o Breathing Earth não aponta dedos para ninguém, mas dá boas dicas de quem anda passando dos limites.

    O site simula as emissões de CO2 de cada país, com base em informações da United Nations Statistics Division, mostra a população de cada um deles, que é atualizada de acordo com o número de nascimentos e mortes, em tempo real, e mostra as tendências de corte ou aumento de emissões. Para obter esses dados, basta passar o mouse pela região escolhida.

    Outros números interessantes são a quantidade de CO2 emitida per capita em cada lugar e por território. Dessa forma, é possível fazer comparações entre os estragos de cada país e pensar sobre o que pode ser feito.

    O Brasil despeja 1000 toneladas de CO2 na atmosfera a cada 1,6 min, os Estados Unidos o fazem a cada 5,3 s e a Venezuela a cada 3 min. Por outro lado, cada venezuelano emite 6,53 T de CO2 por ano, contra  1,69 T de cada brasileiro. Já os norte-americanos atingem espantosos 19,66 T de CO2 por ano.

    É claro que os números não são 100% exatos, mas ajudam a desenhar o panorama global de emissões e explicam o que estará em jogo na COP-15 – e por que a reunião nem começou e já dá sinais de fracasso.

    *Breathing Earth

    Leia também:
    Entenda a COP-15

    Menos criança, menos carbono


    Dê um alô para o presidente, do orelhão

    17 Nov 2009 15:00

    “Alô, alô presidente: vá para Copenhague salvar o clima do planeta” é o nome da nova campanha mobilizadora do Greenpeace. Dessa vez, a entidade decidiu espalhar “orelhões itinerantes” pelas ruas das principais capitais brasileiras, incentivando a população a ligar para o gabinete da presidência e para a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pedindo que Lula e Obama compareçam à COP-15.

    E não pense que será uma ligação curta. A presença na reunião climática de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, será, apenas, o primeiro assunto da “conversa com o presidente”. O Greenpeace ainda estimulará a população a reinvindicar outras coisas, via orelhão – como, por exemplo, o desmatamento zero, a proteção dos oceanos e o incentivo às energias renováveis.

    São Paulo e Salvador serão as primeiras capitais a receber os orelhões, que ficarão nas principais ruas das duas cidades até o dia 19 de novembro. Depois disso, o Greenpeace seguirá para Recife, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro. (Para saber os locais exatos em que os orelhões estarão, clique aqui)

    E se ao ler este post você está se perguntando: “Mas o Lula e o Obama já não haviam confirmado presença na COP-15?”, você está certo. Os presidentes já disseram que irão à Copenhague. Mas reforçar nosso desejo nunca é demais. Ou é?

    O que você acha: o Greenpeace está exagerando?

    Foto de Fernando Vivas

    Leia também:
    Especial Rumo a Copenhague 


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