Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram boas histórias por aqui também, como Thiago Carrapatoso, Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro, Érica Georgino e Roberta Ávila.
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Quanto você pagaria para ver uma celebridade de quem é muito fã? Investiria um pouco mais para chegar bem, bem perto do seu ídolo? E se tivesse direito a autógrafo? Foto? Você estaria disposto a botar a mão no bolso com vontade por um drinque com o seu objeto de veneração?
Pois é mais ou menos esse o esquema montado para a “nova apresentação multimídia” de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, prêmio Nobel da Paz e mundialmente conhecido pelo livro e documentário homônimos, Uma Verdade Inconveniente, que fala sobre a ameaça do aquecimento global.
A apresentação é baseada em seu segundo livro, Our Choice, em que ele mostra as soluções para sairmos do cenário trágico que apontou no primeiro volume. A data escolhida para o evento é estratégica: a dois dias do final das negociações em Copenhague, quando a coisa estará para lá de quente, apesar das temperaturas negativas da Dinamarca.
Conforme a posição da cadeira escolhida pelo interessado, o preço para assisti-lo vai de 199 a 1.499 coroas dinamarquesas, o que equivale a uma variação entre R$68 e R$519 – mais taxas.
E se apenas ouvir o ícone mundial das mudanças climáticas não bastar, você pode ter uma “experiência única” com Al Gore, como define o site Billetlugen, que vende os ingressos. Os fãs do moço terão a oportunidade de conhecê-lo – rapidamente – e até mesmo de tirar uma foto com ele! O participante ainda leva um exemplar do Our Choice no pacote do evento VIP, que dura uma hora e meia e sai pela bagatela de R$2.000.
E você, não vai garantir o seu lugar neste evento "sustentável"?
Enquanto há quem insista em lavar calçadas, outros se preocupam em não cometer excessos nem ao regar as plantas. De fato, em tempos de escassez de água e de esgotamento do recurso em velocidade maior do que se quer acreditar, toda economia é válida. Um dos produtos que permite essa experiências é o Dry Water (também conhecido como Suplemento de Irrigação), fabricado pela Rain Bird.
Trata-se de um gel composto por 98% de água e 2% de celulose, que deve ser enterrado junto às raízes da planta. Ao entrar em contato com as bactérias do solo, seus compostos sofrem quebras, o gel passa para o estado líquido e libera umidade, lentamente, em um processo que pode durar entre 30 e 90 dias, de acordo com a aplicação, que depende das necessidades da planta.
Segundo os fabricantes, o Dry Water é 100% biodegradável, não tóxico e foi criado para aumentar o tempo entra as irrigações em vasos e outros tipos de recipientes, embora o andamento dependa de fatores como temperatura, vento e precipitação.
O produto é indicado para irrigação temporária ou suplementar e para irrigação definitiva em pequenos recipientes, como vasos e é comercializado no Brasil.
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A ideia não podia ter vindo de outro lugar. Os japoneses, que investem cada vez mais em projetos de energia solar, anunciaram mais uma maneira – dessa vez, bem inusitada! – de obter esse tipo de energia: coletá-la do espaço.
A iniciativa é da agência espacial do país asiático, a Jaxa, que contratou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início ao projeto, que consiste em construir uma central solar espacial. A ideia é captar a energia do sol, em órbita, e retransmiti-la para o planeta na forma de lasers ou microondas, que seriam captadas por antenas parabólicas gigantes e convertidas em eletricidade.
O projeto é baseado em uma pesquisa da própria Jaxa que aponta que coletar energia solar em órbita barateia o custo do processo, que cairá para um sexto do preço atual, caso a ideia funcione. Isso porque já é provado que a energia do Sol é, pelo menos, cinco vezes mais abundante no espaço.
A agência espacial pretende colocar a tecnologia em operação a partir de 2030, mas, para isso, existem dois empecilhos: primeiro, os testes precisam provar que a técnica, realmente, é possível e, depois, o governo precisa tornar o projeto atraente para os japoneses. Isso porque, de acordo com uma outra pesquisa da Jaxa, as palavras “laser” e “microondas” provocam medo nos asiáticos e levantam dúvidas a respeito da segurança do projeto.
E você, o que acha de captarmos energia solar do espaço?
Foto via Nasa
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*Jaxa
Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas, de COP-15 e, claro, de busca por culpados pelo aquecimento global, o Breathing Earth não aponta dedos para ninguém, mas dá boas dicas de quem anda passando dos limites.
O site simula as emissões de CO2 de cada país, com base em informações da United Nations Statistics Division, mostra a população de cada um deles, que é atualizada de acordo com o número de nascimentos e mortes, em tempo real, e mostra as tendências de corte ou aumento de emissões. Para obter esses dados, basta passar o mouse pela região escolhida.
Outros números interessantes são a quantidade de CO2 emitida per capita em cada lugar e por território. Dessa forma, é possível fazer comparações entre os estragos de cada país e pensar sobre o que pode ser feito.
O Brasil despeja 1000 toneladas de CO2 na atmosfera a cada 1,6 min, os Estados Unidos o fazem a cada 5,3 s e a Venezuela a cada 3 min. Por outro lado, cada venezuelano emite 6,53 T de CO2 por ano, contra 1,69 T de cada brasileiro. Já os norte-americanos atingem espantosos 19,66 T de CO2 por ano.
É claro que os números não são 100% exatos, mas ajudam a desenhar o panorama global de emissões e explicam o que estará em jogo na COP-15 – e por que a reunião nem começou e já dá sinais de fracasso.
*Breathing Earth
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“Alô, alô presidente: vá para Copenhague salvar o clima do planeta” é o nome da nova campanha mobilizadora do Greenpeace. Dessa vez, a entidade decidiu espalhar “orelhões itinerantes” pelas ruas das principais capitais brasileiras, incentivando a população a ligar para o gabinete da presidência e para a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, pedindo que Lula e Obama compareçam à COP-15.
E não pense que será uma ligação curta. A presença na reunião climática de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, será, apenas, o primeiro assunto da “conversa com o presidente”. O Greenpeace ainda estimulará a população a reinvindicar outras coisas, via orelhão – como, por exemplo, o desmatamento zero, a proteção dos oceanos e o incentivo às energias renováveis.
São Paulo e Salvador serão as primeiras capitais a receber os orelhões, que ficarão nas principais ruas das duas cidades até o dia 19 de novembro. Depois disso, o Greenpeace seguirá para Recife, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro. (Para saber os locais exatos em que os orelhões estarão, clique aqui)
E se ao ler este post você está se perguntando: “Mas o Lula e o Obama já não haviam confirmado presença na COP-15?”, você está certo. Os presidentes já disseram que irão à Copenhague. Mas reforçar nosso desejo nunca é demais. Ou é?
O que você acha: o Greenpeace está exagerando?
Foto de Fernando Vivas
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