Para salvar o planeta, será preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thiago Carrapatoso e Thays Prado, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram um pouco essa história por aqui também: Daniela Silva, Isabel Braga e Danilo Romeiro
A banda inglesa Radiohead já as usou para nomear uma música que fala sobre o consumismo exacerbado. As famigeradas “fake plastic trees” (ou árvores plásticas de mentira, em tradução bem livre e literal) agora saem de um significado vazio e negativo para serem estrelas da salvação do planeta. E contra o maior vilão do aquecimento global: o gás carbônico.
Klaus Lackner, da Columbia University em Nova York, desenvolveu uma tecnologia que faz exatamente o que uma árvore natural faz. Tradicionalmente, as plantas capturam o dióxido de carbono da atmosfera para realizar a fotossíntese. As árvores de Lackner, por serem sintéticas, não fazem – claro! – fotossíntese. Mas, segundo seu criador, elas capturam mil vezes mais CO2 da atmosfera do que as naturais.
As árvores sintéticas possuem componentes químicos, como o hidróxido de sódio, que transformam o gás em um sal chamado carbonato de sódio. Depois que a capacidade dos filtros atinge a máxima quantidade, eles são lavados e estocados. Dessa forma, o CO2 é retirado do ar e mantido, temporariamente, em local seguro.
Para se ter uma idéia da eficiência da invenção, em um único ano, uma árvore sintética compacta consegue capturar 90 mil toneladas de dióxido de carbono, o que representa praticamente as emissões de 15 mil carros todos os anos. E, prepare-se: de acordo com Lackner, o CO2 pode ser convertido em um hidrocarboneto líquido similar à gasolina ou ao diesel. Ou seja, mais uma alternativa às fontes não-renováveis. O grande empecilho, como sempre, é o preço. O inventor diz que ainda é muito caro conseguir converter o gás em um líquido possível de ser comercializado.
Outro grande problema é saber como estocar o CO2 capturado pelos filtros de forma segura. Eles estão estudando possibilidades de injetar o gás no fundo dos oceanos, uma vez que sua densidade é maior do que a da água.
De qualquer forma, a “fake plastic tree” pode representar, também, algo bom.
com informações do The San Diego Union-Tribune
Desde 1999, jovens entre 18 e 35 anos do Brasil e dos mais variados cantos do mundo resolvem passar todo o mês de janeiro acordando às seis da manhã e trabalhando de oito a dez horas por dia em equipe. O motivo: conviver com as pessoas de uma comunidade carente, entender a realidade daquele local, propor soluções que melhorem a vida dos habitantes sem desrespeitar sua cultura e executá-las, juntamente com os outros cerca de sessenta jovens que fizeram a mesma escolha.
Essa é a idéia dos Guerreiros sem armas, um programa realizado pelo Instituto Elos, na cidade de Santos, e que já foi copiado por países como Paraguai, Argentina e México e, no ano que vem, também vai acontecer no Canadá.
As ações desenvolvidas pelos participantes vão desde a criação de centros comunitários, creches, associações de moradores e centros culturais em antigos locais abandonados, passando pela revitalização de praças e outros locais públicos, desenvolvimento de jornal local e implantação de tratamento de água e de sistema de esgoto, até a elaboração de cursos de alfabetização para adultos e melhorias no acesso a tratamento médico e odontológico.
Quem já foi um guerreiro sem armas diz que é impossível voltar para casa do mesmo jeito depois de uma experiência tão intensa. A maioria acaba organizando, em suas cidades e países, iniciativas inspiradas no que aprenderam nos 30 dias de imersão.
No entanto, para participar, é necessário mais do que preencher uma ficha de inscrição. Como o número de interessados é bem maior do que a quantidade de vagas, o processo de seleção é feito por meio de um jogo – O caminho do guerreiro – que acontece em 45 dias e é dividido em sete etapas.
Dessa vez, depois de criar um blog específico para o concurso e se apresentar, o candidato precisa responder, no segundo post, às perguntas:
- Quem você está agora, nesse momento da sua vida?
- Como se sente?
- Quais são suas dúvidas profissionais?
- Quais são os seus sonhos?
- Quais são os seus desafios?
Na terceira postagem, é preciso falar sobre o propósito de participar do programa, as intenções para a volta e as expectativas sobre a influência dessa experiência na vida do candidato.
Até agora, são 101 blogs cadastrados na Escola de Guerreiros. Se você quiser participar, vai precisar correr, pois essas duas primeiras etapas do jogo devem ser cumpridas até o dia 28 de agosto! Ainda que você não se anime a ser um Guerreiro sem armas versão 2009, pode bisbilhotar todos esses blogs e conhecer pessoas que estão realmente dispostas a fazer – ou que já estão fazendo – alguma coisa para mudar o mundo.
Nós já avisamos: as celebridades querem ser verdes! Ações de caridade, documentários que tratam sobre sustentabilidade e até gravar vídeos inspirados em nosso Manual de Etiqueta são algumas das atitudes que os famosos buscam para fazer bem ao planeta.
E para organizar – e informar – todas estas atividades, surgiu o Ecorazzi, um blog que brinca com a profissão de um paparazzi e a pegada ecológica. Ou seja, todas as ações verdes que o seu astro preferido - seja ele cantor, ator ou qualquer outra profissão que domine a mídia - fizer é só procurar por lá, em vez de ter que vasculhar em diversos portais de notícias.
Com diz o próprio site: “O Ecorazzi existe para ajudar a celebridade a divulgar suas belas messagens – e para oferecer ao público um meio de seguir seu astro e, quem sabe?, aprender algo ao mesmo tempo”.
Se quiser saber, então, que o Coldplay faz e costura suas próprias roupas, inventaram um carro elétrico com bateria renovável apenas para atacar o candidato à presidência dos EUA Barack Obama ou o Will Ferrell vai ser o anfitrião de um leião beneficiente em uma faculdade não precisa sair procurando por vários sites de fofocas, sendo que o que mais interessa são as atitudes verdes, né?
O único porém é que o site é em inglês.
Com a moda de ser verde, idéias para tornar as construções sustentáveis não param de pipocar por aí. Há ainda estudiosos e arquitetos que crêem que os alimentos devem ser plantados em grandes prédios ou que devemos construir casas em pleno alto mar. E a moda é tão forte que até resolveram converter uma das referências do mundo antigo em uma moradia totalmente eco-eficiente: as pirâmides.
As construções ficaram famosas graças à população egípcia e maia. Agora, Dubai, nos Emirados Árabes, com sua mania de construções gigantescas – e verdes –, pode abrigar uma pirâmide energicamente eficiente.
O vapor, vento e outras fontes naturais serão capazes de abastecer a pirâmide com 2,3 km² e um milhão de habitantes. Além disso, o sistema de transporte dentro da gigantesca obra será feito tanto na horizontal, quanto na vertical (isso lembra alguns filmes de ficção científica), deixando o carro completamente inútil em um ambiente desse.
Por mais “verde” que a construção possa parecer, a empresa dona do projeto, a Timelinks, ainda não informou como será feito o sistema de lixo ou como as pessoas, que morarão no meio do deserto, conseguirão se alimentar de forma sustentável (embora alguns espaços do prédio serão destinados à agricultura). O projeto (sim, ainda é só um projeto) será apresentado no evento CityScape Dubai, que acontecerá no começo de outubro.
Agora, é só esperar para ver...
Uma casa na árvore. Quando crianças, muitos almejavam seu lugar ao alto, junto às folhas, praticamente um forte contra todo o resto. Crescer no meio urbano, porém, deixa a brincadeira infantil um tanto difícil de ser realizada. O máximo que se conseguia era uma casa... de pano (preferencialmente, de lençóis). Bom, agora adultos, o sonho parece estar mais perto do que se imagina.
Existe uma técnica chamada arborescultura que pode tornar esse sonho de infância em uma moradia para a vida adulta. A idéia é conseguir formar diferentes formas com os galhos das árvores que estão crescendo. Os artistas – ou arquitetos – controlam o crescimento da planta para que ela ganhe o formato desejado.
A universidade de Tel Aviv, em parceria com a empresa PlantWare, descobriu algumas espécies de plantas que crescem aeroponicamente (ou seja, que crescem no ar, em vez de na terra ou na água) não ficam tão duras quanto às que crescem nos métodos tradicionais. Isso, claro, facilitou o trabalho para moldar os galhos e os ramos.
A técnica (patenteada, diga-se de passagem) possibilita até que se crie uma casa feita totalmente em uma árvore. Pelo menos, é o que pretende a empresa PlantWare. E, claro, que demorará anos até que a moradia esteja pronta. De qualquer forma, é um novo conceito de construção (criar casas?) e de casa na (de?) árvore.
Se quiser ver mais exemplos de arborescultura, acesse a galeria do site da empresa.
com informações do site ScienceDaily.