Nina Weingrill trabalhou na Super e agora colabora com as melhores revistas do país. Em Ciência Maluca, seu radar precioso aponta os assuntos mais bizarros do mundo das pesquisas científicas com muito bom humor
Conhecidos pela boa memória, os elefantes agora ganham a alcunha de excelentes matemáticos. Ashya, uma elefoa asiática, sabe somar números pequenos com quase 90% de precisão.
Em testes feitos por pesquisadores japoneses, a matriarca foi capaz de reconhecer qual de dois baldes continha mais maçãs (veja no vídeo). O treinador derrubou três maçãs em um balde e uma no outro, depois mais quatro no primeiro e outra cinco no segundo.
Os pesquisadores então observaram o animal enquanto ele reconhecia que três mais quatro era maior do que uma mais cinco, e ela escolheu o recipiente com as sete maçãs. Outros elefantes asiáticos testados tiveram uma média de acerto de 74%.
Os cientistas acreditam que eles criaram essa habilidade para poder dividir os alimentos entre os membros do grupo e manter a manada unida.
Parece que a comunidade de astrônomos está ficando sem herdeiros. Numa medida desesperada para atrair mais jovens, um cientista propôs uma mudança no nome das constelações, pra ficar mais moderno, sabe como é...
Ele apresentou quatro sugestões. Aí vai:
Corona Borealis, ou Coroa Boreal, que tem o formato de uma coroa, viraria um cheesburger (hmm).
Lyra, uma harpa, pode ser transformada em um Segway, aqueles carrinhos de locomoção pessoal de gente preguiçosa, super anos 2000.
Cygnus, ou o Cisne, vai ficar com a cara de um jatinho.
Cão Maior foi modernizado para se parecer com um carrão esportivo.
E aí, acha que dá pra ficar mais brother das estrelas depois dessa?
Cientistas criaram um termo científico para o ato de cutucar o nariz: Rhinotillexomania. Talvez para justificar um estudo inútil, que descobriu que a limpeza do salão é praticada por cerca de 90% das pessoas (me espanta que não são todos...).
Entre os adolescentes a taxa é maior, quase todos admitiram cutucar o nariz em público, cerca de quatro vezes ao dia - em 7,6% deles, a média era alta: 20 vezes em menos de 24 horas. Cerca de 17% deles admitiu ter um problema sério com o hábito e 25% dos entrevistados disseram que a coceira era tanto a ponto de provocar sangramento.
Conclusão genial: cutucar o nariz um hábito comum e às vezes até doentio. Você sofre desse mal?
O peixe espada (Xiphophorus helleri), que habita as águas doces da América Central, encontrou o lado benéfico dos melanomas: as marcas na escama funcionam como adereço para atrair as fêmeas.
O estudo foi publicado no Jornal Proceedings of the National Academy of Sciences e marca a primeira descoberta científica que liga o câncer a um padrão que define o sucesso da procriação.
Para confirmar a pesquisa, uma fêmea espada foi colocada no meio de um tanque de água com três repartições. De um lado, um macho com melanoma e do outro um macho sem a doença. Eles observaram que a fêmea olhou mais tempo para o peixe com câncer de pele em todas as vezes que o teste foi repetido.
E por que as peixinhas gostam mais deles? Os pesquisadores desconfiam que a deficiência genética tenha se tornado um padrão entre a espécie, o que vai contra a teoria de que os mais qualificados sobrevivem. E é exatamente o que não está acontecendo entre os espadas: a taxa de melanoma é mais alta entre a espécie do que em outros animais, fazendo com que a vida útil de cada um deles seja menor.
Um estudo publicado no Jornal Americano de Pesquisa sobre Sexo concluiu que casais que praticam o swing têm um relacionamento melhor do que outros casais. Segundo os autores, a troca de parceiros é uma atividade que envolve o planejamento e preparação, e isso, além de incentivar a interação entre marido e mulher, rende mais assunto para o casal compartilhar. De acordo com eles, a ligação consolida o casamento.
Para os especialistas, a troca serve como uma forma de diversão, e não para reverter a ordem social. "O swinger reacreacional viola algumas normas mas as aceita como legítimas", diz a publicação.
Você acha isso válido? Toparia um troca-troca para salvar o casamento?